sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Quando o riso pode soar como principal fator humilhante, como principal motivo da dor de alguém? Quando a brincadeira pode virar pesadelo? Aonde fica a barreira entre o saudável e a humilhação?

Tratando-se de bullying, um “bom dia” pode representar o começo do ciclo de humilhação, o inicio da exposição das fraquezas de quem sofre nas mãos dos colegas de classe.

As gargalhadas incessantes, os murmúrios e as piadinhas te atingem tão brutalmente que vira rotina.

Vira rotina você não querer acordar. Vira rotina você se esconder dentro de um mundo imaginário. Vira rotina esconder dos seus pais o que te acontece. Vira rotina você anular os seus sonhos, as suas crenças, a sua força.

Vira rotina você se render.

É comum, simples, imbecil até. Ninguém se aproxima, ninguém quer ser seu amigo. Que chance você tem de mudar? De vencer?

Ninguém leva a sério o que te acontece; todo mundo sempre ri, até quem anda perto de você. Você está sozinho, fraco, humilhado. Se sente um lixo. Sua luz já não irradia tanto, sua esperança se apaga.

Sua gana, sua raça, seus sorrisos: nada disso existe mais. Você se transforma na imagem que têm de você, e só.

E quando alguém tenta abrir os olhos dos ignorantes, eles abanam a cabeça, e dizem:

“- É só uma brincadeira.”

Brincadeiras não fazem ninguém perder a fé. Bullying é crime.

Projeto Desenhe Um Sonho (Dulce Maria Team / Dulce Addiction)

Fernanda Paveltchuk, DMT / DA – RJ.

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